Mostrando postagens com marcador Matérias 2013. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matérias 2013. Mostrar todas as postagens

29 de out. de 2013

A luta qua não pára

Por: Lucas Daniel

Na mão um cabo de madeira. Noutra um arame. Juntam-se os dois. Aliado, o pandeiro e a maraca (instrumento indígena. Uma cabaça seca do qual se obtém um som – tipo chocalho); e as palmas em tom harmônico de todos reunidos em roda. Começa a ginga: paranauê, paranauê, Paraná...
A história da capoeira no Brasil, descende dos negros, vindos da África no século XVI, quando Portugal tinha esta terra como colônia. A mão de obra escrava era sobretudo, a forma dos senhores de engenho obterem seus lucros, sem a preocupação do pagamento legal aos trabalhadores das grandes fazendas. Diante de toda a situação deplorável da época, os homens da senzala, proibidos de realizar qualquer tipo de manifestação, visto que muitos em estado de fraqueza eram levados para o tronco além da prática de outros tipos de castigos severos, o que os levou a desenvolveram suas habilidades da dança africana e em cima dessas findarem alguns golpes marciais – surgia assim a capoeira, importante instrumento na luta da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
Praticada em terreiros próximos às senzalas, a dança satisfazia a necessidade dos negros, culminados pelo cansaço das grandes produções a que eram submetidos e ainda para a conservação da própria manifestação cultural. A luta ocorria geralmente em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão, eis a origem do nome.
Até os anos de 1930, ficou proibida qualquer movimentação do tipo no país, pois era vista como ato violento e de subversão – indignação. Em momento oportuno mestre Bimba, importante capoeirista brasileiro, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas, este, por sua vez, agraciado com os movimentos declarou a arte marcial como esporte nacional.
São três os estilos aplicados de acordo com o ritmo musical de acompanhamento. O mais antigo deles e criado na fase bruta da escravidão, é a capoeira angola. Com um musical mais lento, de maior proximidade com o solo e exposto a malícia nos golpes. O estilo regional, que mistura a malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, destilado de golpes secos e ligeiros, ao som do berimbau. O terceiro e último é o contemporâneo, que une um pouco da angola e do regional e é o mais praticado atualmente. 
Em 15 de julho de 2008, em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do HIFAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Salvador – Bahia, a capoeira, após 300 anos de história no Brasil, foi reconhecida como Patrimônio Cultural brasileiro.
Um dos grupos que levam o nome do esporte adiante na atualidade é o ABADÁ-Capoeira, (Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte da Capoeira), organização sem fins lucrativos com sub-sedes espalhadas por todo o país e pelo mundo. A genialidade dos mestres, graduandos e alunos, faz com que a categoria dentro da arte marcial seja propagada com um toque totalmente abrasileirado. 
Fundada em 1988 por Mestre Camisa, José Tadeu Carneiro Cardoso e com sede no Rio de Janeiro, conta com mais de 5 milhões de membros distribuídos nos estados da nossa nação, e também em mais de 53 países, e se distingue das outras organizações de capoeira pelo seu estilo, padrões e filosofia. 
Na região, um dos nomes fortes do ABADÁ é o graduando (denominação do integrante com certo tempo no grupo) e professor de capoeira Fernando Nascimento da Cruz (29), o Ferrugem. No grupo há 15 anos, o instrutor é atual campeão mundial na categoria viola – melhor corda roxa – e campeão brasileiro, na categoria B, além de campeão paulista. Exemplo de perseverança no esporte, Ferrugem ministra aulas nas cidades de Aparecida e Potim, e vive exclusivamente da capoeira. “Ralei muito pra chegar até aqui, hoje posso dizer e comemorar os títulos que são frutos de muito trabalho árduo e de horas de treinamento conjunto”, ressaltou. Fernando salientou a importância do patrocinador na caminhada, visto que o poder público é omisso em relação ao apoio a todo tipo de esporte a não ser o futebol. “É necessário dar uma resposta ao governo. Nós atletas, não temos aporte em nada, graças a Deus tenho meus parceiros, pessoas que acreditam no meu trabalho do qual posso retribuir, de acordo com os treinamentos diários e extensos, e, devido às turmas de alunos que possuo, do qual retiro o sustento da minha família”, finalizou.
Ferrugem atualmente é patrocinado por uma academia do município de Aparecida, a Happy Day e pela Sara’s Perfumaria. Convidado especial da comunidade Abadá-Capoeira do México o graduando foi ao país ensinar a arte da luta para milhares de alunos, e retribuiu com carinho o convite. No mês de setembro último, o capoeirista participou do programa “Esquenta”, da Rede Globo, a convite da produção; Programa este apresentado por Regina Casé, aos domingos, do qual houve um encontro de praticantes da arte capoeira de várias partes do Brasil.

30 de set. de 2013

Quem sofre com a maratona de jogos no futebol?

Ricardo Abissi

Ainda que uma sequência significativa de jogos pode ser importante para o desempenho de atletas e equipes de futebol, essas partidas disputadas em um curto período chegam a ser prejudiciais tanto à parte física dos jogadores quanto aos resultados das equipes.

Um dos principais fatores que podem atrapalhar a participação dos profissionais dentro de campo está relacionado à parte física, na maioria das vezes comprometida devido à maratona de jogos. Quanto às equipes, o desgaste físico dos atletas interfere no trabalho coletivo de cada time.

Nos últimos dias acompanhamos o quanto isso pôde interferir no desempenho do Santos pelo Campeonato Brasileiro. Após a paralisação na disputa de dois jogos do Brasileiro para viajar a compromisso de um amistoso na Europa contra o Barcelona, o Alvinegro enfrentou na volta uma sequência de jogos ao menos questionável. Há de se considerar que a decisão pelo jogo fora do país foi do próprio clube, mas a remarcação das partidas dentro da competição foge dos padrões do futebol de alto-rendimento.

O time da baixada santista fez quatro jogos em apenas oito dias, e fez seis pontos dentro de doze disputados. O técnico do Santos, Claudinei Oliveira, chegou a considerar a situação como “desumana” e afirmou o quanto isso afetou nas atuações da equipe. “Fizemos quatro jogos em oito dias. Para o futebol, que é um esporte de contato, o tamanho do campo, e o tanto que o jogador tem que correr, é normal o desgaste”, disse ao portal ig.com.br.

Já o meia Renato Abreu, recém contratado pelo clube, foi um pouco mais polêmico ao se posicionar sobre o assunto após a derrota para o Flamengo, no terceiro jogo da maratona. "Perdemos o jogo, mas a equipe está vindo de uma maratona. Considerando isso, até jogamos bem, criamos algumas oportunidades. Mas é desumano jogar três, quatro jogos em um semana. Ninguém quer saber do nosso vigor físico, ninguém quer saber da nossa saúde", comentou o atleta ao site uol.com.br.

Diante de situações como essa, a parte física dos jogadores é a maior preocupação dos preparadores dos clubes de futebol. O preparador físico do Santos, Ricardo Rosa, afirmou que uma sequência como essa aumenta significativamente o risco de lesões aos atletas. Para isso, antes da maratona de jogos ele comentou medidas preventivas que adotaria no período. “Em um período normal de jogo, há um tempo para recuperar esses jogadores que apresentarem maior desgaste, mas agora não. Se tivesse folga, dava para liberar o jogador, fazer trabalhos mais leves. Mas agora são poucos dias e muitos jogos. Não consigo entender essa sequência. É prejudicial ao clube, ao jogador e ao próprio campeonato”, disse em entrevista ao site lancenet.com.br

Os riscos de lesão chegam a ser cinco vezes maiores que o normal, como afirma o fisiologista do Santos, Luis Fernando Barros. “Essa maratona me preocupa muito. Jogador que atua duas vezes por semana tem um risco cinco vezes maior de sofrer lesão do que um outro jogador que joga apenas uma vez por semana. A gente tem como tentar prevenir a lesão, mas pode não ser suficiente”, ressaltou ao portal lance.

Um dos métodos adotados pelos treinadores diante dessas circunstâncias é o revezamento da equipe que vai a campo. Porém, isso pode interferir o desempenho do time tecnicamente, influenciando no entrosamento dos jogadores.

24 de set. de 2013

Por: Cecília Bueno

O Bosque Municipal de Cruzeiro que é um ambiente natural e acolhedor, conta agora com mais um atrativo: o Projeto Recreando, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Relações Institucionais, Cultura e Esporte por meio do DEC (Departamento de Esporte de Cruzeiro).

Projeto Recreando agora no Bosque Municipal de Cruzeiro

Por: Cecília Bueno
 
O Bosque Municipal de Cruzeiro que é um ambiente natural e acolhedor, conta agora com mais um atrativo: o Projeto Recreando, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Relações Institucionais, Cultura e Esporte por meio do DEC (Departamento de Esporte de Cruzeiro). Antes o projeto só percorria os bairros da cidade e o sucesso da iniciativa, fez com que a população solicitasse um local fixo para atender a um número maior de crianças.
O espaço reúne num único lugar a tranquilidade do contato com a natureza e diversas opções que ajudam na melhora da qualidade de vida, tais como academia ao ar livre, pista de caminhada e trilha ecológica.
Todas as atividades desenvolvidas no projeto acontecem aos domingos, no Bosque Municipal. A ação, que vem atraindo a atenção de milhares de crianças, acontece das 9h às 12h e das 14h30 às 17h.
São diversas as brincadeiras, jogos, brinquedos e toda diversão proporcionada pelo Recreando, tudo com acompanhamento de profissionais e estagiários capacitados da ESC/ESEFIC para monitorar as crianças, auxiliando-as também no alongamento antes de iniciarem as atividades.
As ações esportivas e educativas do DEC promovem o bem estar e a melhoria da qualidade de vida dos moradores por meio da prática de esportes e atividades recreativas consideradas tradicionais, tais como amarelinha, queimada, pega-pega, corda, bolinha de gude, peão, entre outras. Além disso, os participantes também contam com vários brinquedos oferecidos pelo departamento, como cama elástica e piscina de bolinhas. O que faz com que a criança se desapegue um pouco de toda tecnologia que as cercam no mundo atual, deixem de lado os celulares, jogos virtuais, facebook, e saiam de casa para se exercitar.

Prefeitura de Cruzeiro lança projeto para melhorar qualidade de vida da população

Nicolas Vieira

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos munícipes, o Governo Municipal de Cruzeiro acaba de lançar o projeto “Academias ao Ar Livre”, que tem atraído adeptos dos quatro cantos da cidade. Tráta-se de equipamentos de ginástica, alongamento e musculação que foram instalados em algumas praças do município. A última academia inaugurada foi no Bairro Itagaçaba, um dos mais populosos, no dia 17 de julho deste ano. Cruzeiro conta agora com quatro academias ao ar livre, atendendo milhares de pessoas no Bosque Municipal, na Vila Romana, na Praça Dr. Antero Neves Arantes e no Bairro do Itagaçaba.
O Governo Municipal, através da Secretaria de Relações Institucionais, Cultura e Esporte e o DEC (Departamento de Esportes de Cruzeiro) oferece a inserção social por meio da prática desportiva e lazer. A Academia ao ar Livre é uma vertente dentre as diversas ações voltadas à melhoria da qualidade de vida e o bem-estar da população.
De acordo com Rodrigo Ferreira, diretor do DEC, além das academias ao ar livre, atualmente o Departamento de Esportes de Cruzeiro atende pessoas nos núcleos e projetos voltados para a qualidade de vida e o bem estar dos munícipes, todos totalmente gratuitos como: aulas de alongamento, hidroginástica, condicionamento físico, dança, lazer e recreação e ainda com o projeto Mexa-se desenvolvido pela Secretária de Desenvolvimento Social. “Estes beneficiários não buscam apenas a melhoria estética, muitos aprimoram as habilidades físicas e buscam melhoria na saúde”, acrescenta.
Segundo Alexandre Góis Pereira, Secretário de Relações Institucionais, Esporte e Lazer, “somente no Bosque Municipal são mais de 200 alunos atendidos por dia com prática de atividades físicas ligadas a “Academia ao Ar Livre” e as aulas de Alongamento que lá são ministradas”, diz
Para a fisioterapeuta Fernanda de Melo Viana, “tais atividades possibilitam diversos benefícios à saúde, como relaxamento do corpo, melhora da postura e da circulação sanguínea, além de evitar possíveis lesões ou torções, combatendo a ociosidade e melhorando a saúde e o bem estar de cada usuário das academias.
Sr. Alceu Santos, 68 anos, é um desses usuários das Academias ao Ar Livre e já faz os exercícios há seis meses, acompanhado de um monitor de educação física. Ele está feliz com os resultados e já consegue sentir melhoras na respiração e na disposição quando faz caminhadas.
Iniciativas como estas são exemplos de políticas públicas que beneficiam a população e contribuem para a saúde e a diminuição das filas de esperas nos hospitais e podem ser adotadas por outras cidades da região.

Confira o slideshow abaixo para visualizar as fotos da matéria

Comércio de Aparecida se prepara para o feriado 12 de outubro

A cidade considerada a capital da fé, vive do comércio gerado por romeiros que vêm visitar o Santuário Nacional da Padroeira do Brasil. 
 
Por: Luciana Soares 
foto: Luciana Soares
Estamos às vésperas do feriado 12 de outubro, data em que se comemora o dia de Nossa Senhora Aparecida. Toda a cidade se prepara para a festa e para atender centenas de fiéis que participam da comemoração em Aparecida. 
O turismo é o que move a economia da cidade que tem apenas 35 mil habitantes, isso porque recebe cerca de 11 milhões de fiéis por ano, o que a torna um dos maiores centros de peregrinação do mundo. Sendo essa a maior fonte de renda dos aparecidenses, conta-se com uma estrutura para conseguir receber tal quantidade e fluxo de turistas. 
São esperadas a média de 250 mil pessoas no final de semana da festa. Com isso toda a rede de lojas, hotéis e alimentação já se preparam para garantir bom atendimento aos romeiros. Grande parte dos hotéis e pousadas já estão com vagas esgotadas e os lojistas aproveitam para reabastecer seus estoques de venda. Ângela Dias está no comércio de Aparecida há 20 anos, já teve hotel e hoje tem 3 lojas no Centro de Apoio aos Romeiros, que fica localizado dentro do pátio do Santuário. “Já estamos acostumados com o movimento, a pouco tivemos a visita do papa que também trouxe muitos fiéis para cá. Mas sempre há uma boa expectativa, pois a cada ano que passa o número de romeiros aumenta, e isso para nós e sempre muito bom.”
foto: Luciana Soares

23 de set. de 2013

A fé que move uma cidade

Aparecida espera receber cerca de 900 mil pessoas durante a semana do dia 12 de outubro

Por: Natália Marcondes

Divulgação
Como tradicional celebração religiosa do Vale do Paraíba, há cerca de  três meses, o município de Aparecida vem se preparando para uma das maiores festas da cidade, a celebração à Padroeira do Brasil, 
Nossa Senhora Aparecida. Para a festa, já foi finalizado o trono onde fica a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no ano de 1717.  

Segundo dados da secretaria de Turismo, a expectativa para a semana é de quase um milhão de devotos. Porém, os fiéis que visitam a cidade, não vêm apenas em busca da fé, mas também percorrem pela cidade buscando lazer e diversão que ainda podem visitar os pontos turísticos: Morro do Cruzeiro, Passarela da Fé, Porto do Itaguaçu dentre outros tantos presentes dentro do Santuário Nacional. Para melhor acolher os romeiros, estão sendo realizadas algumas obras de reestruturação nas ruas da cidade, para facilitar o trânsito que fica caótico durante essa semana. Além do mais, Aparecida também oferece aos devotos, muitas variedades no comércio, incluindo o principal local de visitação: a famosa “Feira de Aparecida”, que é a principal fonte de renda das famílias aparecidenses.

De acordo com a comerciante, Rose Carvalho, a data é uma das mais lucrativas para comércio local. “Todo
Divulgação
ano temos duas datas, a festa de São Benedito, mas nada supera o dia 12, as vendas chegam a triplicar”. A cidade que gira em torno do comércio religioso, conta com essa data para, muitas vezes, “tirar a família do sufoco” ou até mesmo guardar dinheiro para investimentos nos próximos anos.  

Para a historiadora, Sara Oliveira, essa data é uma das mais importantes para a história do Vale do Paraíba, “Nossa Senhora Aparecida, trouxe a evolução de todas as cidades do Vale, fazendo que a economia da época, deixasse de ser voltada para o cultivo”, confirma a importância da festa para a região.
As pessoas que não desejam tumulto são recomendadas que visitem  o Santuário Nacional nesse mês de setembro. Mas para a devota Estefânia Bravim, não existe nada mais singelo que sentir a preciosidade de Nossa Senhora Aparecida durante o dia 12, “A fé move montanhas, e a multidão destroem todas elas, Nossa Senhora Aparecida merece mais do que isso pela força que Ela nos dá”, argumenta.

25 de jun. de 2013

Projeto de donas de casa leva alegria a crianças carentes de Cachoeira Paulista




Adriana Fontes                 
Tendo em vista a solidariedade, foi criado em Cachoeira Paulista o projeto Clareana, voltado inteiramente para as crianças carentes da cidade. Completando dez anos, o projeto é resultado do trabalho das donas de casa Maria Auxiliadora sobrenome e Maria Helena Ribeiro Cruz. Em 2012, foram atendidas 151 crianças.
Clareana tem o intuito de afastar crianças carentes das ruas, e para isso conta com a ajuda de 12 voluntários que realizam oficinas de dança, teatro e artesanato. No começo do ano é feita uma ficha de inscrição, e as crianças são cadastradas. A partir daí é desenvolvido o projeto, que - devido à carência de verba - trabalha apenas as datas comemorativas, como dia das mães, dia da criança e natal.
As responsáveis falam com orgulho sobre suas conquistas e como tentam contribuir para a melhoria de vida dessas crianças carentes. As duas senhoras garantem lembrar-se de todas as crianças que fizeram parte do projeto, e caso se esqueçam, Maria Auxiliadora guarda em uma pasta recordações de todos que passaram por lá. “Temos diversas fotos de confraternizações, além de desenhos feitos pelas crianças”, afirma Maria Auxiliadora.

O começo 
Foto: Adriana Fontes

O projeto surgiu da iniciativa da dona de casa Maria Auxiliadora Ribeiro, apelidada de “Yayá” pelos amigos e familiares. “A Maria me ligou um dia, falando dessa ideia do projeto e me convidou para participar. Eu aceitei e entrei na parceria dela, e até hoje nós estamos com o projeto”, conta Maria Helena Ribeiro Cruz, cofundadora do projeto.
O motivo da criação do projeto tem sua raiz na fé. As duas Marias são devotas de Nossa Senhora Aparecida, e afirmam encontrar na religião a vontade de praticar a solidariedade. “Para mim é a única razão de viver. Porque passar pela vida sem ajudar o próximo não tem sentido”, afirma Maria Auxiliadora.
Apesar da ajuda dos voluntários, o começo foi difícil. Maria Helena conta que, como não havia mais ninguém para ajudar, ela e a amiga chegaram a cuidar das crianças no quintal da própria casa. “Foi difícil encontrar pessoas que queriam ou tinham disponibilidade de horário para fazer aquilo que a gente não sabe, porque nós não temos muita instrução escolar. E muita coisa depende disso”, explica Maria Auxiliadora.

20 de jun. de 2013

Escola de Aparecida é contemplada com passeios por cidades do interior

Por Lucas Daniel

As comemorações da semana de conscientização ambiental, rendeu aos alunos da escola Dr. Edgard de Souza, no bairro Itaguaçu, na cidade de Aparecida, São Paulo, um passeio à altura. Coordenados pela vice-diretora Keli Cesar e pela inspetora Valéria Aparecida, o local escolhido foi o Parque Estadual da Serra do Mar, no município de Cunha, também no interior paulista. Revestidos de prestígio, os contemplados se dirigiram pelo entorno da área protegida e enquadrada como A.P.P – Área de Preservação Permanente – e puderam desfrutar de um ambiente de ar puro, limpo, além do contato com espécies de plantas e animais, alguns próprios do parque e também da Mata Ciliar, como a Jaguatirica, o Palmito e as conhecidas Bromélias identificadas naquelas terras. 
A escola Dr. Edgard de Souza foi contemplada com o passeio por meio do governo do estado de São Paulo, pela secretaria da educação com o programa: Cultura é Currículo, que selecionou algumas escolas, entre elas a de Aparecida, para o evento. Ainda serão realizados mais dois passeios interativos e culturais, um é uma visita à casa das figureiras de Taubaté, para conhecer os trabalhos; entre os mais famosos a chuva de pássaros e o pavão, símbolos do artesanato paulista.  Na outra visita, os alunos se deslocam até Campos do Jordão, para assistir a um concerto da OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Segundo a vice-diretora, o intuito é inserir toda a classe de alunos envolvida num projeto de educação e cultura, possibilitando a melhora do padrão social e de interatividade desses cidadãos. 
A secretária de educação da cidade de Aparecida, Maria Nazaré de Castro, vê com bons olhos o projeto. “Educação é o foco, aliado à cultura, o resultado é significativo”. A expectativa é para que outras escolas da cidade sejam contempladas, a fim de que outros alunos vivam a experiência que estes alunos hão de recordar por toda vida.

18 de jun. de 2013

A fé que move uma cidade

Por Wesley Almeida

Aparecida espera receber cerca de 900 mil pessoas durante a semana do dia 12 de outubro

Como tradicional celebração religiosa do Vale do Paraíba, há cerca de cinco meses, o município de Aparecida vem se preparando para uma das maiores festas da cidade, a celebração à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Para a festa, já foi finalizado o trono onde fica a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no ano de 1717. 
Segundo dados da secretaria de Turismo, a expectativa para a semana é de quase um milhão de devotos. Porém, os fiéis que visitam a cidade, não vêm apenas em busca da fé, mas também percorrem pela cidade buscando lazer e diversão que ainda podem visitar os pontos turísticos: Morro do Cruzeiro, Passarela da Fé, Porto do Itaguaçu dentre outros tantos presentes dentro do Santuário Nacional. Para melhor acolher os romeiros, estão sendo realizadas algumas obras de reestruturação nas ruas da cidade, para facilitar o trânsito que fica caótico durante essa semana. Além do mais, Aparecida também oferece aos devotos, muitas variedades no comércio, incluindo o principal local de visitação: a famosa “Feira de Aparecida”, que é a principal fonte de renda das famílias aparecidenses.
De acordo com o comerciante, Roberto Amaro, a data é uma das mais lucrativas para comércio local. “Todo ano temos duas datas, a festa de São Benedito, mas nada supera o dia 12, as vendas chegam a triplicar”. A cidade que gira em torno do comércio religioso, conta com essa data para, muitas vezes, “tirar a família do sufoco” ou até mesmo guardar dinheiro para investimentos nos próximos anos. 
Para a historiadora, Sara Oliveira, essa data é uma das mais importantes para a história do Vale do Paraíba, “Nossa Senhora Aparecida, trouxe a evolução de todas as cidades do Vale, fazendo que a economia da época, deixasse de ser voltada para o cultivo”, confirma a importância da festa para a região.
As pessoas que não desejam tumulto são recomendadas que visitem o Santuário Nacional nesse mês de setembro. Mas para a devota Ana Maria Machado, não existe nada mais singelo que sentir a preciosidade de Nossa Senhora Aparecida durante o dia 12, “A fé move montanhas, e a multidão destroem todas elas, Nossa Senhora Aparecida merece mais do que isso pela força que Ela nos dá”, argumenta.


Jovens e a escolha profissional

Por Wesley A. Santos

É a partir da adolescência que o jovem é colocado a prova, apesar dos conflitos da idade, hoje, ele é obrigado a fazer várias escolhas e uma delas é a escolha da carreira a ser seguida.
Desde sempre, a família tem importância e é de grande auxilio para o desenvolvimento do jovem. E encontrar a profissão correta pode ser uma tarefa árdua e, nessa hora, a ajuda da família vem como remédio para amenizar sua angustia. Os pais não devem ter medo de adentrar no espaço do filho, mas eles precisam ter cuidado para não impor seu querer sobre o querer do filho.
Muitos jovens desistem de suas escolhas devido à pressão que fica sobre eles na hora da escolha de uma carreira. Para o psicólogo Felipe de Souza, querer que o filho siga a profissão dos pais, devido ao seu sucesso profissional pode ser um equivoco. "Não é porque o pai obteve sucesso que o filho também terá, cada pessoa tem sua personalidade e sonhos" explicou. Para ele, os pais devem aprender a escutar os filhos além de estar "antenado" sobre o mundo a fim de instruir os jovens, pois é um momento de indecisão e a ajuda da família é imprescindível.
Os pais devem ouvir os filho, tentar entender o que eles almejam e orienta-lós, pois encontrar a profissão correta pode ser uma tarefa difícil. E para aqueles que estão indecisos, reunir informações sobre profissões e cursos, esse pode ser um passo importante, outra opção pode ser procurar a orientação vocacional, este teste é aplicado por psicólogos para direcionar o estudante a conhecer melhor as áreas que tem maior afinidade.

Arborização na cidade de Aparecida

Por Natália Marcondes

A Prefeitura de Aparecida, no interior de São Paulo, iniciou as obras de reformulação da Avenida Monumental que deverá ser entregues até junho, comportando assim todas as barracas da Feira de Aparecida, antes localizadas nos muros da Basílica. A partir de agora as barracas serão montadas no canteiro central da Avenida João Paulo II. Durante três meses, as máquinas estarão trabalhando no local de segunda a quinta-feira, a empresa Teplan foi a realizou a retirada do entulho gerado para que o espaço seja liberado, paraque os comerciantes não sejam prejudicados.

Por esse motivo, as árvores que urbanizavam o canteiro central foram retiradas. O secretário do Meio Ambiente Marcelo Marcondes realizou um laudo de Caracterização Vegetal, foram analisadas as condições fitossanitárias(situação de saúde) das árvores e das unidades existentes, ocorrerá ainda à poda de mais 24 copas, estas serão replantadas em outro local da cidade próximo ao residencial Sagrado Coração de Jesus e Residencial Jardim Padroeira.

As árvores retiradas estão sendo levadas ao viveiro de mudas até que a nova casa esteja devidamente preparada, o que acontecerá nos próximos dias. As mesmas serão replantadas, são espécimes nativas e exóticas, tais como Flamboyant, Ipê, Fícus, entre outas.Outras árvores foram suprimidas devido ao seu estado atual, mas a Secretaria do Meio Ambiente fará uma compensação ambiental com o plantio de mais 700 mudas, sendo que um terço delas já foram plantadas em vários pontos da cidade.

Lixo, saúde e Meio Ambiente

A coleta seletiva faz bem para o meio ambiente e ajuda no fim do sedentarismo


Por Natália Marcondes


A atividade da coleta seletiva do lixo nas ruas vem sendo considerado um ótimo aliado contra o sedentarismo. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, são coletadas no Brasil, diariamente, 125, 281 mil toneladas de lixo domiciliar e a estimativa é de que 1 a cada 10 brasileiros é catador de lixo reciclável e 7 a cada 10 possuem um bom condicionamento físico, segundo informações do Movimento Nacional dos Catadores. Mas para praticar essa ação é necessário ter alguns cuidados. Os resíduos geralmente produzem gases que são prejudiciais à saúde, como o gás ozoto, amoníaco e o sulfídrico,se inalados podem causar danos na respiração e ardume nos olhos, também existem os materiais cortantes, que ferindo a pele, podem causar doenças como tétano, micoses e até câncer de pele. Para que esse tipo de problema seja evitado, é exigido pelo Ministério do Trabalho o uso do EPI (Equipamento de Proteção Individual), que são: as luvas, o protetor de rosto e as botas de cano alto e seguindo esses métodos a atividade pode-se considerar saudável.
Adinelson Pereira, agente de saúde de Aparecida, explica queé necessário que haja por parte dos catadores de lixo essa conscientização para com os usos das EPI’S. “É sempre importante que usem luvas e mascaras, para não existir o contato com o lixo que não é reciclável, onde geralmente, se encontra os alvos prejudiciais a saúde”, diz o agente.
Para a professora de educação física, Amanda de Abreu, as atividades que são exercidas durante a coleta seletiva, para quem pratica a reciclagem na rua, seriam equivalentes a exercícios rotineiros em uma academia.  “O simples fato de sair de casa, caminhar, abaixar, erguer pesos já faz com que a pessoa deixe o ciclo sedentário”, explica.E esse é o caso da aposentada, Elza Orcesi, 70, moradora do bairro Santa Rita, em Aparecida. Há cerca de 3 anos ela vem praticando nas ruas da comunidade a coleta seletiva de lixo reciclável. Dona Elza possui diversos problemas de saúde e notou que depois que começou a realizar a ação diariamente, sua vida ficou muito melhor. “Eu tenho vários problemas de saúde, de respiração, de angina, crises de bronquite. Depois que comecei a reciclar nas ruas, eu me sinto bem melhor. Além da minha saúde, várias pessoas daqui do meu bairro vem me agradecer pelas ruas ficarem mais limpas, fico muito feliz com isso”, afirma.
Além do mais, a atividade ocupa a mente, e faz com que a pessoa pratique o raciocínio. Quando a mente não está sendo ocupada com alguma atividade, a pessoa pode sofrer de maus como depressão e as tão famosas síndromes. “A pessoa que faz a coleta seletiva tem a ideia de que ajuda o meio ambiente e isso para o inconsciente é muito bom, pois, assim, ela se sentirá importante para a sociedade e o melhor, quebra os preconceitos de que essa atividade é apenas para pessoas desempregadas ou sem condições”, argumenta à psicóloga.

11 de jun. de 2013

Comece por você





 Thaís Gomes
 Elas estão em toda parte, mas nem sempre são utilizadas da maneira correta. As lixeiras destinadas à coleta seletiva são grandes colaboradoras do meio ambiente, porém ainda flagramos pessoas jogando lixo nas ruas, na beira dos rios ou até mesmo descartando seu lixo de maneira errada.   
O Brasil é o campeão mundial de reciclagem de latas de alumínio e garrafas Pet, porém outros tipos de plástico e latas de aço são despejados nos lixões a céu aberto.  Cada brasileiro produz cerca de 1 kg de lixo por dia, no Brasil são 170.000 toneladas e desse total apenas 11% são reaproveitados.    
Se cada um fizesse sua parte corretamente, separando o lixo seco do orgânico, já imaginou quanta economia podemos gerar e como o meio ambiente seria beneficiado?   
Mas há uma luz no fim do túnel! Muitas pessoas já adquiriram essa consciência e fazem o que pode para contribuir para um mundo melhor, como a dona de casa Cleusa Barbosa, que pratica essa atitude cidadã em casa e dá exemplo aos filhos: “Desde jovem eu nunca joguei nenhum papel de bala na rua, sempre tive essa consciência e passei também para os meus filhos. Eles vivem com o bolso das calças cheios de papel, eu prefiro tirar eu mesma na hora de lavar do que eles jogarem por ai na rua. Aqui em casa também separamos o lixo, se todo mundo fizesse isso não veríamos lixo espalhado pelas ruas.”    
É muito importante que esses valores sejam passados em casa e também nas escolas, pois vendo exemplo dos mais velhos e dos amiguinhos, as crianças vão aprendendo e educando a própria família, como a Lívia de 8 anos : “ Na minha escola tem as latas coloridas para cada tipo de lixo. A tia ensina que devemos jogar o lixo na lata certa e eu já ensinei todo mundo da minha casa, até meu irmão que já é grande! “   
São atitudes como essa que nos dão esperança de que é possível fazer do Brasil um país de pessoas com consciência ambiental. Se as crianças conseguem levar a sério essa atitude, porque também nós adultos e cidadãos conscientes não podemos? Não é difícil jogar uma latinha na lata destinada aos metais, guardar um papel de bala no bolso pra jogar fora em casa ou numa lata de lixo mais próxima.  As latas de coleta seletiva estão espalhas por todos os lugares, no centro das cidades, nos estabelecimentos comerciais, nas escolas, nas empresas. Faça sua parte. Contribua para um mundo melhor e ajude nosso planeta a sobreviver.

Câmara Mirim em Guaratinguetá





Thaís Gomes

Existe em Guaratinguetá desde 2012, o projeto Câmara Mirim que envolve os jovens estudantes na realidade política ao seu redor, contribuindo para o desenvolvimento da conscientização.
Idealizado em 2003, pelo Diretor de Comunicação da Câmara Municipal Marcelo Duarte, e por Haroldo Tupinambá, o projeto só virou lei no ano de 2005 e foi colocado em prática no ano passado. Realizado em parceria com as escolas públicas e particulares da cidade, o projeto acontece da seguinte forma: para participar do projeto os jovens devem ter entre 11 e 16 anos, precisam estar matriculados no Ensino Fundamental e Médio com boa assiduidade, regularidade nas notas, bom comportamento e participação. Cada escola pode inscrever três alunos para concorrerem às eleições.
Segundo Marcelo Duarte, o principal objetivo do projeto é conscientizar a população: “queremos que haja a conscientização e a participação popular. É muito importante que os jovens participem mais da vida política da cidade, fiquem atentos ao que acontece”.
Nesse projeto, os 11 vereadores mirins eleitos tem mandato de 1 anos e possuem responsabilidades como a dos vereadores, apresentam projetos, comparecem às sessões, participam efetivamente da rotina dos vereadores e recebem total assessoramento da Câmara Municipal.
Apesar da grande importância do projeto, ele ainda é desconhecido por boa parte da população, como a artesã Solange Maia: “eu não sabia da existência desse projeto, mas é uma boa iniciativa. Os jovens precisam participar de projetos como esse para aprenderem mais e ficar longe de coisas ruins, como as drogas”.
Porém, também há quem conheça e aprove o projeto, como o vendedor Flávio Santos: “já tinha conhecimento desse projeto e achei muito bom. É importante que os jovens tenham desde cedo uma consciência política, pois são eles os próximos eleitores ou até mesmo vereadores da nossa cidade”.
 Quem quiser conhecer mais o projeto e ver de perto a atuação desses jovens, a próxima Sessão da Câmara Mirim acontecerá no dia 24 de junho, às 18h00.

4 de jun. de 2013

O Ambiente pede ajuda

Lucas Daniel

www.portalsaofrancisco.com.br
Em tempos no qual o termo sustentabilidade é o mais usado para definir um comprometimento com a natureza e com o universo num todo, sabe-se que de fato é mais que necessário ações que viabilizem o direito a todo ser humano, de zelar pelo Meio Ambiente.  Espera-se a cada dia uma evolução, quanto a essa orientação, o que colabora para a reestruturação dos componentes do Bio.
 Meio ambiente e homem, um depende do outro, água, ar, terra, fruto, assim o ser vivo dentro das suas capacidades usufrui mais do que lhe é oferecido, para tanto este não oferece nada em recompensa. Para que a vida humana se propague, tal qual a ânsia de dias melhores, a gama de indisposição para a aplicação de métodos ou caminhos que levem a uma cadeia de recomposição do mundo in natura cresce, o que colabora para a escassez por vez de muitos recursos como a própria falta d’água e também o essencial, o saneamento básico.  

O “massacre”, sugestão cabível para a degradação do meio, ocasionada pelo homem – assim define Cristiane Carolina, bióloga de um Centro de Estudos da Região do Vale do Paraíba, sobre Mata Ciliar. “Como aceitar um ponto falido de mata, sem vida, sem perspectivas de zoneamento”, comenta. Para a engenheira ambiental Tamara Chaiene dos Santos a capacidade do “bicho homem” de interpretar a falência múltipla do eco é o mesmo que a incapacidade de um profissional da saúde que se dispõe ao estudo por anos, mas que no momento de colocá-lo em prática, não é capaz, pelo simples fato de não ter levado o curso a sério. Tamara ressaltou ainda que já está tarde para uma tomada de decisão, mas pode piorar, caso nada de impacto seja executado. 

Embora as chances mesmo que pequenas de um salvamento geral, a danificação deve ser combatida, com pontos de ênfase como: regiões de menor exploração, mata fechada, ambiente intocável e outros, preservados para a vida nativa, ou daquilo que é próprio daquele ambiente, sobretudo com a colaboração não somente do poder público, mas da comunidade em geral, é possível que os rumos da natureza mesmo com as alterações, sejam positivos, explica Fernando Celso, especialista em  meio ambiente.

A solução para toda essa complicação vem do pequeno Samuel José, aluno do 6º ano do ensino particular de Guaratinguetá; “se o ser humano se comprometesse a ajudar o ecossistema, não haveriam de destruir a si próprio”.

O verdadeiro Significado do Meio Ambiente

Izabella Alves

No dia 05 de junho de 1972, foi criado o dia do Meio Ambiente, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta mais conhecido como conferência das Nações Unidas.
 A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.
Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.
A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.
A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.
A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.
E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.





Programa Escola Sustentável

Cecília Bueno


O Programa Escola Sustentável criado pela Secretaria do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria da Educação da cidade de Cruzeiro-SP, visa educar e reeducar a população cruzeirense através de oficinas implantadas nas escolas municipais e até mesmo na Esc Esefic.
A Educação Ambiental é extremamente importante atualmente, já que o ser humano vem degradando cada vez mais o meio em que vive, provocando reações severas na natureza.
O Programa conta com planos de gestão ambiental como; Plano de Gestão dos Resíduos, plano de Arborização Urbana, plano de Conservação da Mata Atlântica, plano de Mobilidade Urbana e o plano de Educação Ambiental.
Esses planos realizam plantações de hortas, pomares de frutíferas nativas (pitanga, uvaia, jabuticaba, araçá, cambucá, cambuci, maracujá, grumixama), nas escolas Marcínio, Joaquim de Paula Guimarães II, Lion, Rebouças e Padre Francisco. “Plantar árvores nativas ajuda a equilibra a cadeia alimentar e fecha o ciclo natural entre flora e fauna”, afirma Ronaldo Madureira secretario do meio ambiente.
Trabalhos de reaproveitamento do lixo, criando vasos de plantas com pneus, até mesmo bancos para o bosque da cidade.
Foi realizada também uma oficina de jardinagem ecológica na Esc Esefic.
Essas atividades além de educar as crianças e adolescentes sobre os cuidados com o meio ambiente, fazem com que os tornem cidadãos conscientes.
Ronaldo ainda revela que mais projetos estão em andamento, e em breve estarão vigorando na cidade.



Professora ensina jovens a empreender e aumentar a renda familiar


Nicolas Vieira

Tudo começou em 2001 quando a professora de ensino fundamental Elisabete Pereira da Cunha Souza teve uma ideia que mudou totalmente a concepção de alunos e pais no aspecto econômico familiar. 
Ela leciona nas escolas municipais Prof. Joaquim Rebouças de Carvalho Netto e Maria Leonor Costa, de Cruzeiro, São Paulo, e queria que as crianças dessem mais valor ao conhecimento familiar e ao mesmo tempo ajudar algumas mães a melhorarem a renda, fomentando o que cada um sabia fazer de melhor. Foi então que após várias reuniões com os pais dos alunos, ela conseguiu montar o projeto de uma feira intitulada “QUEM ME CRIOU FAZ – EMPREENDEDORISMO NA ESCOLA”, onde cada família pudesse expor artesanatos, comidas típicas, salgados, doces e uma variedade de produtos comercializados utilizando o próprio espaço escolar.
Após 11 anos da feira de empreendedorismo na escola, a professora Elisabete achou que era a hora de aumentar ainda mais os seus conhecimentos na área e decidiu fazer uma parceria com o SEBRAE por meio do Programa “Jovens Empreendedores” e isso deu um upgrade no modo como ela conduzia os trabalhos de aprendizagem com os pais e alunos. Segundo Elisabete Sousa, “Os comportamentos empreendedores ficaram mais claros, sistematizados, mais didáticos”, esclarece.
Foi pensando na preparação do aluno para enfrentar o futuro mercado de trabalho que fez com que Elisabete ultrapassasse os limites da alfabetização e da formação básica, já que o projeto da feira trabalha questões multidisciplinares como pesquisa de matéria-prima (História), cálculo do investimento, gastos, lucro e preço (Matemática), produção de informativos, cartazes e publicidade (Língua Portuguesa).
Após meses de estudos e capacitação de pais e alunos sobre o tema empreendedorismo, chegou o dia tão esperado de montar a feira. Em parceria com a Rede Municipal de Ensino, a escola se transformou em um verdadeiro Shopping e recebeu visitantes de outras escolas e da comunidade local, que compraram os produtos oferecidos nas barracas.
A participação dos pais no desenvolvimento da feira e no dia das vendas é primordial. É o caso do Paulo Roberto da Silva, de 40 anos idade, que acompanhou o filho João Pedro Gomes da Silva nas questões de cálculo, incentivando e orientando o garoto em como se comportar no atendimento ao público no ato da venda, conhecimentos adquiridos em anos de experiência na área. “O projeto é válido em todos os aspectos, pois trabalha a sociabilidade dos alunos envolvidos, a cordialidade, o respeito mútuo e o trabalho em equipe, já que busca um objetivo em comum. Dá uma enorme noção mesmo em pequena escala, de como planejar as ações de produção, vendas e estratégia de propaganda. A criançada passa a ter noção de consumo e a importância de dar valor ao dinheiro, gastando com responsabilidade”, acrescenta.
João Pedro Gomes da Silva, de 11 anos de idade, está no 5º ano do Ensino Fundamental e já pensa em montar seu próprio negócio futuramente. Alguns ensinamentos o fizeram melhorar a maneira de atender as pessoas no ato da venda e ser mais cauteloso na hora de gastar o seu dinheiro. “Passei a pesquisar mais e ser menos impulsivo. Futuramente quero montar uma loja de ração”, completa.
A dona de casa Aureliana Souza, 62 anos, conheceu a feira por meio de seu neto e hoje é uma das principais incentivadoras do projeto, expondo seus bolos e confeitos, além de gerar renda extra para toda a família. "No começo eu não acreditava muito. Depois percebi que o negócio melhorou quando as pessoas começaram a comprar meus bolos. Nunca mais parei e vendo o ano inteiro", diz.
Durante os anos em que atuou como professora, Elisabete tem colhido os frutos do empreendedorismo que plantou há anos atrás. “O maior lucro da feira foi a amizade acompanhada de uma crença de que o bem que ensinamos às nossas crianças será levado por elas pela vida inteira!”, finalizou.

CLIQUE ABAIXO PARA VISUALIZAR AS FOTOS DA 13ª FEIRA DO EMPREENDEDORISMO DE CRUZEIRO

Guaratinguetá comemora Semana do Meio Ambiente

Com o tema: “Meio Ambiente é Aqui”, prefeitura realiza eventos até a próxima sexta-feira
 
Ricardo Abissi
Guaratinguetá
 
Nesta quarta-feira (05) é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em Guaratinguetá, a prefeitura está realizando diversos eventos durante a semana em comemoração à data. Com o tema: “Meio Ambiente é Aqui”, as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente e Educação e Cultura, em parceria com a SAEG (Serviço de Água e Esgoto de Guaratinguetá), prepararam uma programação que se estende até a próxima sexta-feira (07). As atividades incluem ações de conscientização, com o objetivo de demonstrar que toda a área, inclusive a urbana, faz parte do meio ambiente. A iniciativa conta também com o apoio da BASF, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e COMAM (Conselho Municipal do Meio Ambiente).

No Parque Ambiental Santa Luzia teve início na segunda-feira o teatro “Mata Viva”, abordando o tema “Sustentabilidade”, para estudantes e professores das escolas públicas. As apresentações acontecem até sexta-feira, das 9h às 15h, com a participação de aproximadamente 150 crianças em cada período. Ainda nessa semana serão realizadas atividades ambientais nas escolas e comunidades.

No Dia Mundial do Meio Ambiente acontece a mesa redonda “Roda Verde”, com o tema: “resíduos sólidos”. O evento conta com palestras no Espaço ViVarte, a partir das 9h. A coordenadora geral de projetos de meio ambiente da prefeitura, Maria Inês Zangrandi, convida a população para participar. “O evento receberá pessoas ligadas ao meio ambiente e que poderão discutir com entendimento sobre o assunto. São profissionais responsáveis pelo trabalho dessa área em nossa cidade, e a população está convidada”, afirma Maria.

Para encerrar a Semana do Meio Ambiente, a ONG Água prepara atividades ambientais para o próximo sábado (08), das 9h às 13h, na Praça Conselheiro Rodrigues Alves, centro de Guaratinguetá.